Dra. Mara quer investigação sobre corte de árvores em Cuiabá

Foto: Donatto Aquino
Vereadora quer investigação sobre corte de árvores em Cuiabá

Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara

A vereadora Dra. Mara (Podemos) subiu o tom na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá ao pedir investigação rigorosa sobre o corte de árvores nas proximidades da obra do Restaurante Popular de Cuiabá, caso que voltou ao centro do debate após uma fatalidade registrada na região.

Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou que alertou as autoridades ainda em agosto do ano passado, quando moradores denunciaram a derrubada de quatro árvores da espécie farinha-seca. Segundo ela, a situação foi levada a diferentes órgãos de fiscalização, mas, mesmo após as denúncias, nenhuma medida efetiva teria sido tomada para evitar o agravamento do problema.

“Eu estive naquela obra no dia 5 de agosto do ano passado. Fiscalizei, denunciei e busquei todos os órgãos competentes. A delegada Juliana Palhares esteve comigo no local e a empresa chegou a ser notificada”, declarou.

Mara questionou a atuação dos órgãos ambientais e cobrou respostas da Prefeitura de Cuiabá e do Governo do Estado sobre quem autorizou o corte das árvores e quais providências foram adotadas após os alertas feitos pela fiscalização.

“Quem atropelou as licenças? Quem autorizou esse tipo de intervenção? Estamos falando de árvores centenárias, que fazem parte da história da cidade”, afirmou.

A vereadora ainda criticou o que classificou como silêncio das autoridades diante das denúncias apresentadas anteriormente.

“Hoje, a população cobra respostas. As pessoas perguntam: a fiscalização não deu em nada? É preciso identificar os responsáveis e entender por que as denúncias não impediram essa tragédia”, disse.

No discurso, Mara afirmou que a Câmara Municipal não pode permanecer omissa diante da situação e defendeu o encaminhamento do caso ao Ministério Público para apuração de possíveis responsabilidades administrativas e ambientais.

“Nosso papel é fiscalizar. Não podemos normalizar situações como essa. Se houve irregularidade, os responsáveis precisam responder”, concluiu.

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