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02/07/2013
A passagem de ônibus não pode ter aumento
O vereador Allan Kadec (PT) contesta as críticas do Executivo e as declarações do presidente da associação das empresas de ônibus de Cuiabá, Ricardo Caixeta, que durante entrevista coletiva disse que a aprovação de projetos no Legislativo para melhorias no precário transporte público municipal, entre eles, para ampliar o passe livre aos alunos de pós-graduação e retirar a restrição de horário para usar o benefício, vão obrigar o aumento da passagem para R$ 3,41. “O cálculo tarifário usado pelas empresas para aumentar a tarifa é uma vergonha nacional”, afirmou Allan que desde fevereiro tem em mãos a planilha do cálculo tarifário que está “repleta de irregularidades” incluindo salários de cobradores que não existem dentro dos ônibus.

Allan voltou a ressaltar que o aumento de R$ 2,70 para R$ 2,95 ocorreu no apagar das velas no dia 28 de dezembro de 2012 ainda na gestão Chico Galindo, mas com aval do atual prefeito Mauro Mendes, uma vez que sua equipe de transição já estava trabalhando e tinha acesso a toda a documentação relativa aos atos e ações de prefeito anterior.

“O calculo tarifário que autorizou o aumento no apagar das velas, já no período de transição da equipe liderada pelo Gustavo de Oliveira é um escândalo nacional. Porque a equipe de transição do prefeito já sabia que não existiam mais de 300 cobradores, mas lá na planilha constavam salários dos cobradores, gastos com cafezinho, cesta básica, auxílio gás e uniforme dos funcionários. Isso é uma vergonha nacional. Nós estamos aqui para corrigir esses erros do Executivo”, enfatizou Allan ao lembrar do projeto de Decreto Legislativo apresentado por ele no dia 5 de março deste ano para sustar o aumento concedido com base na planilha repleta de gastos que não deveriam ter sido usados para onerar o bilhete do transporte coletivo de Cuiabá.

“Não existe nenhuma atitude irresponsável por parte dessa Casa de Leis, como o representante da MTU andou falando para a imprensa. Estamos aqui para atender os interesses da população. Os projetos do transporte coletivo aqui aprovados são  reivindicações legítimas da classe estudantil e também vão beneficiar milhares de pais e mães que são trabalhadores e trabalhadoras que pagam impostos como qualquer cidadão”, enfatizou Allan.

Kardec também lamentou a atitude de Executivo que disse ter conversado com alguns vereadores que teriam dito que “não sabiam o que estavam votando”. O prefeito fez as declarações em entrevista a rádio local e não citou nomes dos parlamentares. Na tribuna, nenhum vereador assumiu ter sido autor das declarações. Vários parlamentares rechaçaram essa versão, pois afirmaram que todos tinham conhecimento do teor dos projetos. Allan ressaltou que entre os projetos aprovados dois eram de autoria de vereadores da base do prefeito, foram apresentados há mais de dois meses e somente aguardavam votação em plenário.

Allan voltou afirmar que os cofres públicos não serão onerados, pois o cálculo do pagamento feito pela prefeitura à MTU custeando o passe livre dos alunos é cálculo per capita. “Não interessa quantas vezes ao aluno usou o ônibus, pois o que estamos propondo é que esses estudantes possam usar esse benefício também em outro horário para participarem de atividades educacionais, esportivas e culturais em dias e horários confirmados pelas escolas sobre a existência dessas atividades. Os estudantes de pós-graduação também se encaixam no perfil dos beneficiários, pois estão inclusos no 3º grau como já previa a lei em vigor”. O vereador explicou ainda que a Câmara de Cuiabá deve pedir ao governador para desonerar o imposto do óleo diesel, o ISSQN, e o IPVA das empresas do transporte coletivo para tentar congelar o preço da passagem pelo menos para os próximos dois anos. 

Até o vereador Dilemário Alencar (PTB), que é da base do prefeito, rechaçou as alegações do presidente da MTU e propôs uma moção de repúdio contra ele, que defende a elevação da tarifa para Cuiabá ter a passagem mais cara do Brasil. Disse que a ideia de aumentar o preço da passagem vai contra os anseios da população que está indo paras as ruas justamente pedir redução na tarifa e melhorias no transporte público. “Eu proponho uma moção de repúdio contra o senhor Ricardo Caixeta por tentar jogar a população cuiabana contra este parlamento. O que aprovamos aqui foram melhorias para toda a população”,  pontuou Dilemário.


Welington Sabino – Assessoria de Gabinete


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