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24/08/2011
Néviton denuncia que comerciantes ficam atrás das grades, enquanto bandidos levam pânico a bairros
Luiz Alves

Quando a noite cai, a maioria dos comerciantes da Grande Morada da Serra (CPA), região Norte de Cuiabá, vive o mesmo drama: o medo. Alguns, entram em pânico e colocam grades na frente do comércio. O motivo é antigo: a falta de segurança. Porém, nos últimos meses houve um agravante sem precedentes, com o aumento dos assaltos à mão armada.

O vereador Professor Néviton Moraes (PRTB), segundo secretário da Câmara de Cuiabá, revela ter recebido estimativas de líderes comunitários e dirigentes de organizações sociais apontam que pelo mais de metade em cada 100 grupo de comerciantes da Grande Morada da Serra já sofreu assalto ou roubo. “Denunciar que a situação é alarmante soa quase como redundância. A Secretaria de Segurança do Estado tem que agir e já, sob pena de permitir que a bandidagem tome conta da região”, aponta Néviton Moraes. 

Néviton Moraes enviou ofícios ao governador Silval Barbosa (PMDB), secretário Diógenes Curado Filho, de Segurança; coronel Osmar Farias, comandante geral da Polícia Militar; e tenente coronel Gley Alves castro, comandante do 3º Batalhão da PM, cobrando providência urgente, no sentido de aumentar o policiamento preventivo.
Segundo secretário da Câmara explica que a Companhia Comunitária do Três Barras, vinculada ao 3º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo na região, necessita de 40 a 50 homens. “Para ao menos ‘refrescar’, seriam necessários no mínimo mais 25 na Companhia do Três Barras”, aponta Néviotn. 

Em quase todos os 55 bairros da região Norte, a situação é crítica. No Jardim 1º de Março, a menos de dois quilômetros do Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, moradores e comerciantes se escondem atrás de portões, cercas elétricas e cadeados.  “Nós temos de ficar preso dentro de casa e os bandidos soltos na rua”, diz a comerciante Fernanda dos Santos.
Comerciantes também ficam atrás das grades. Aguinaldo Souza, dono de uma distribuidora de bebidas no CPA-I, desistiu de permanecer aberto e, agora, passa o dia todo atendendo atrás das grades. Tudo por causa da violência. “Não posso ficar exposto, porque trabalho com minha família. Ficar ‘escancarado’, aqui, é um risco muito grande”, afirma o comerciante.

“Está perigoso porque tem gente assaltando de dia”, conta a dona de casa Marluce Dias, 33, moradora do Ouro Fino.Professor Néviton Moraes defende que a Companhia do Três Barras seja transformada, enfim, em Base Comunitária de Segurança, porque receberia mais homens da PM e, ainda, a Polícia Civil, a Policia Técnica (Politec) e o Corpo de Bombeiros. 

“A estrutura estaria sendo revigorada e, com a nova forma de realizar a ronda,  seria possível até mesmo zerar as ocorrências de crimes mais graves na região”, avalia  Néviton. 

O segundo secretário da câmara Municipal cita o exemplo do micro-empresário Paulo Nunes Ribeiro, do CPA-III. “Pretendo aumentar o comércio. Mas as grades não vão sair daqui. Vagabundo anda solto e a gente tem que estar ‘atrás das grades’, como criminosos", denuncia ele. Paulo Ribeiro admite que foi vítima de furto, mas nunca havia sido assaltado, mas os dois estabelecimentos vizinhos à sua loja foram alvo de bandidos , recentemente.



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